
Friday, March 16, 2007
Tuesday, March 06, 2007
Sunday, March 04, 2007
Constanza
Tenho visto muitos dias aquela janela
Envolvido pelos seus vasos
Visto as mais estranhas cores que ate entao
Nunca foram a mim apresentadas
Mas um dias desses voce nao esteve mais aí
Vi o o vazio através do teu frágil vidro
Vi a sua ausência
Nem pálida pudestes ser, nem impercebível podes ficar
Vi ali todo o vazio reunido
Como se inversamente fosse um ato de libertação
Envolvido pelos seus vasos
Visto as mais estranhas cores que ate entao
Nunca foram a mim apresentadas
Mas um dias desses voce nao esteve mais aí
Vi o o vazio através do teu frágil vidro
Vi a sua ausência
Nem pálida pudestes ser, nem impercebível podes ficar
Vi ali todo o vazio reunido
Como se inversamente fosse um ato de libertação
Monday, February 19, 2007
Meu silêncio
Fui acordado com um grito seco sem eco
Foi quase um assalto, sem armas
As notas foram levadas da minha escala
Minha escala começou sem dó
E não tive pena de que pudesse estar em ré
Porque pra mim tanto faz
Sendo assim, corri para o lugar mais alto
Embora não seja o mais confortável, o sol
As pedras foram atiradas e algumas ficaram para trás
Passei frio e fome sem ter que imaginar
Que um mundo melhor haveria
Mas não agora, para mim, nessa circunstância
Afinal de contas nunca tive pai, tão pouco rédias
O silêncio foi gravado em pedra bruta, sólida
E quem descobrirá o meu segredo
Se calará para o mundo, caído em si
Foi quase um assalto, sem armas
As notas foram levadas da minha escala
Minha escala começou sem dó
E não tive pena de que pudesse estar em ré
Porque pra mim tanto faz
Sendo assim, corri para o lugar mais alto
Embora não seja o mais confortável, o sol
As pedras foram atiradas e algumas ficaram para trás
Passei frio e fome sem ter que imaginar
Que um mundo melhor haveria
Mas não agora, para mim, nessa circunstância
Afinal de contas nunca tive pai, tão pouco rédias
O silêncio foi gravado em pedra bruta, sólida
E quem descobrirá o meu segredo
Se calará para o mundo, caído em si
Saturday, February 03, 2007
Talvez...
Talvez eu nao seja perfeito...
talvez eu esteja fazendo tudo errado...
Talvez eu seja feliz...
talvez eu seja triste...
Talvez seja uma luz...
talvez seja a escuridao...
Talvez seja um passatempo...
talvez uma paixão...
Talvez o instantaneo...
talvez a eternidade...
Talvez os dias passem...
talvez não...
Talvez o sol venha...
talvez a lua vá...
talvez seja aço...
Talvez coração...
Talvez a gente se ame...
talvez quando permitires...
talvez em qualquer estação...
Talvez um sorriso...
talvez uma lágrima...
Talvez as flores desabrochem...
Talvez nao...
Talvez haja paz em nós...
Talvez o demonio...
Talvez um louco a ser construido...
Talvez sim... talvez...
talvez eu esteja fazendo tudo errado...
Talvez eu seja feliz...
talvez eu seja triste...
Talvez seja uma luz...
talvez seja a escuridao...
Talvez seja um passatempo...
talvez uma paixão...
Talvez o instantaneo...
talvez a eternidade...
Talvez os dias passem...
talvez não...
Talvez o sol venha...
talvez a lua vá...
talvez seja aço...
Talvez coração...
Talvez a gente se ame...
talvez quando permitires...
talvez em qualquer estação...
Talvez um sorriso...
talvez uma lágrima...
Talvez as flores desabrochem...
Talvez nao...
Talvez haja paz em nós...
Talvez o demonio...
Talvez um louco a ser construido...
Talvez sim... talvez...
Sem destino
As curvas da vida se delineam
Sobre as palmas das maos
Você é a forma que elas são
E não pode as modificar
O tempo se vai em segundos
E as linhas, as mesmas da sua mão
Contrapõem as certezas do mundo
Num ponto mínimo de imensidão
O infinito está sendo desvendado
Mais um novo começo
O desconhecido já é passado
Futuro de ontem é agora mesmo
Quantas vidas passarão
Sem que nada se pressinta
Fatos corriqueiros
E a mesma alma perdida
Sem ir para um lugar
Sem saber onde está
Sem ninguém
Sem
Sobre as palmas das maos
Você é a forma que elas são
E não pode as modificar
O tempo se vai em segundos
E as linhas, as mesmas da sua mão
Contrapõem as certezas do mundo
Num ponto mínimo de imensidão
O infinito está sendo desvendado
Mais um novo começo
O desconhecido já é passado
Futuro de ontem é agora mesmo
Quantas vidas passarão
Sem que nada se pressinta
Fatos corriqueiros
E a mesma alma perdida
Sem ir para um lugar
Sem saber onde está
Sem ninguém
Sem
Reflexo
Você nunca olhou para trás...
Algo passou a ser visto
Será que além de nós, há alguém mais
A respiração descompassada
Os passos cada vez mais largos
E a neurose está sendo iniciada
No doce amargo das lágrimas
Algo surge sem que se perceba
Uma força maior querendo que eu vá
As memórias são tudo que restam
Sendo apagadas pelo luar
Sempre há um motivo para tudo
É o que nos prende e faz viver
Nada mais pode ser explicado
Desta vez sou eu quem irei
Algo passou a ser visto
Será que além de nós, há alguém mais
A respiração descompassada
Os passos cada vez mais largos
E a neurose está sendo iniciada
No doce amargo das lágrimas
Algo surge sem que se perceba
Uma força maior querendo que eu vá
As memórias são tudo que restam
Sendo apagadas pelo luar
Sempre há um motivo para tudo
É o que nos prende e faz viver
Nada mais pode ser explicado
Desta vez sou eu quem irei
Primeira e última vez
O instante em que algo se fragiliza foi perdido sem se perceber
E quando pensa que usou todas as chances
Tentando fazer tudo certo novamente
Mantendo iguais os velhos erros
É assim que tudo se engana
Levando uma vida no limite
Alguma coisa ficou para trás
Assim como o jardim da vida
Onde você passeia sozinho
E pisa sobre espelhos
Por que chorar?
Por que chorar?
Se há tanto tempo pra amar?
Por que chorar?
Se não se pode voltar atrás?
Por que chorar?
Se o que te incomoda não verás.
Se há tanto tempo pra amar?
Por que chorar?
Se não se pode voltar atrás?
Por que chorar?
Se o que te incomoda não verás.
O tempo não passa para alguém
O tempo não passa para alguém
Que tenha os pés no chão
Rasgar as páginas do passado
É preciso uma nova atmosfera
Para que respiremos o mesmo ar
Todos eufóricos sem um motivo em comum
O tempo é o nosso perseguidor
Simetria entre o horizonte e o céu azul
Há uma transparente linha entre o amor e o ódio
Há um lugar cinzento entre o preto e o branco
Há o demônio em algum de nós
Há um paraíso a ser construído
Que tenha os pés no chão
Rasgar as páginas do passado
É preciso uma nova atmosfera
Para que respiremos o mesmo ar
Todos eufóricos sem um motivo em comum
O tempo é o nosso perseguidor
Simetria entre o horizonte e o céu azul
Há uma transparente linha entre o amor e o ódio
Há um lugar cinzento entre o preto e o branco
Há o demônio em algum de nós
Há um paraíso a ser construído
A palavra voou
Novo é o caminho que sempre tardou
Uma estrada sem fim, sem saída
Para lugar nenhum para ficar
Nada de fatos ou jornais
Apenas uma viajem no inconsciente do futuro
Um sono perdido, uma lágrima caída
Para ir e nunca mais voltar
Ao antes da palavra proferida
Na fluidez em rarefeito ar
Nunca se soube o que foi
Nem por outras bocas nem pelos ventos
A felicidade é o caminhar... e caminhei
Uma estrada sem fim, sem saída
Para lugar nenhum para ficar
Nada de fatos ou jornais
Apenas uma viajem no inconsciente do futuro
Um sono perdido, uma lágrima caída
Para ir e nunca mais voltar
Ao antes da palavra proferida
Na fluidez em rarefeito ar
Nunca se soube o que foi
Nem por outras bocas nem pelos ventos
A felicidade é o caminhar... e caminhei
No outro lado
Todo lugar onde eu queira estar
Corro desprendido e supenso
Transcendo um raio a brilhar
Desmaterializando-se no ar
Como se fosse pensamento
Onde eu pude me livrar do tempo
E voar pela cidade a fora
Sem asas e dúvidas de que no vento
o melhor mesmo é arriscar
Se perder por aí, pela vida
A sorrir pro alto sem parar
Há muita razão em contar piada
De ver o outro lado da cifra
De encontrar a saída e de dar muita risada
Hahaha
Corro desprendido e supenso
Transcendo um raio a brilhar
Desmaterializando-se no ar
Como se fosse pensamento
Onde eu pude me livrar do tempo
E voar pela cidade a fora
Sem asas e dúvidas de que no vento
o melhor mesmo é arriscar
Se perder por aí, pela vida
A sorrir pro alto sem parar
Há muita razão em contar piada
De ver o outro lado da cifra
De encontrar a saída e de dar muita risada
Hahaha
Enganar o ar
Nao dá pra sentir o que ésta acontecendo agora... é muito mais do que um grito... é muito mais que a sombra morta do universo. Um tunel de duvidas se abre diante dos meus olhos e sei que o melhor caminho é ir sempre em frente. embora o que sempre em frente signifique pra um marujo da vida, nao significa nada alem de algumas palavras para o tradutor das letras. Das letras e das cifras que a vida impoe. Depdende do dia. Eu nao sei bem que coisa é essa de ficar viajando pelos planetas desconhecidos ... se nem mesmo a gente consegue se conhecer... imagine um ser proximo... ou tao quanto um outro mundo... nao dá para acreditar que sempre coneguimos nos enganar... sempre enganamos o proprio ser humano... enfim set me free. um vento foi para lá, por aqui venho ou vento não há. Não sei bem onde foi parar ate por que vento nao pára se parasse nao seria vento mas sim pleno e simples ar. Keep on blowing over all... straight ahead!
Desejo
E a vaidade por entre as veias
E a na resposta uma defesa
Circuitos complexos de guerra
Limitadora pela ambição
Dias internos sao dias que se vao
Em meio as cores dos horizontesvejo na luz a salvação
Não é bem assim, não é tao ruim
Se voce quiser meu mundo, eu dou
Se voce quiser ser eu, Eu não vou
Se voce quer ser como eu sou
Deixe comigo o que pode ser ocasião
Um dia o seculo pesou
E num segundo tudo acabou
E a na resposta uma defesa
Circuitos complexos de guerra
Limitadora pela ambição
Dias internos sao dias que se vao
Em meio as cores dos horizontesvejo na luz a salvação
Não é bem assim, não é tao ruim
Se voce quiser meu mundo, eu dou
Se voce quiser ser eu, Eu não vou
Se voce quer ser como eu sou
Deixe comigo o que pode ser ocasião
Um dia o seculo pesou
E num segundo tudo acabou
Aos olhos do que é cego
Na revolução eu vejo uma saída
Para um mundo de mentira
Na alegria escondida pela vida
ou do que já foi um dia a dor
Mas no fim de tudo o mundo sabe
Não se leva nada daquilo que é mesmo vida
Caminho invertido num sentido influencia
No livre arbitrio da partida
Vamos implorar pelo desafio a vida
Sem correr o risco de perder o que já foi tido como um truque
Um estalar de dedos entre a imaginaria linha
Que marginaliza toda a atitude
Deixando paralelo qualquer apelo
De-me a cobertura necessaria a expansao
Ao alcançe de minhas maos
Pois talvez ainda nessa vida
Teremos a cobertura para livrar o mundo
Palpavel aos olhos do que é cego
Para um mundo de mentira
Na alegria escondida pela vida
ou do que já foi um dia a dor
Mas no fim de tudo o mundo sabe
Não se leva nada daquilo que é mesmo vida
Caminho invertido num sentido influencia
No livre arbitrio da partida
Vamos implorar pelo desafio a vida
Sem correr o risco de perder o que já foi tido como um truque
Um estalar de dedos entre a imaginaria linha
Que marginaliza toda a atitude
Deixando paralelo qualquer apelo
De-me a cobertura necessaria a expansao
Ao alcançe de minhas maos
Pois talvez ainda nessa vida
Teremos a cobertura para livrar o mundo
Palpavel aos olhos do que é cego
Morte Traída
Tão longe de tudo,
A velocidade aumenta num segundo
E alí está você
Você mesmo, se vendo ao chão
A chuva está caindo
Em um nublado de sangue
Suas memórias passam como num filme
E alguém começa a se lamentar
Será que você não tem importância para alguém?
Você é o tudo e o nada
Um universo de mistério
E um movimento a se realizar
Você está tão longe
Não pode ser alcançado
A vida corre em suas mãos
E da morte uma traição
A neve está vermelha
E os espíritos sobem gelados
Calor nos céus
E as navalhas caem sobre você
Como água virando vapor
Há um ponto de fuga
No fim do túnel, a luz
No fim do dia, um sol
No fim da vida, você.
A velocidade aumenta num segundo
E alí está você
Você mesmo, se vendo ao chão
A chuva está caindo
Em um nublado de sangue
Suas memórias passam como num filme
E alguém começa a se lamentar
Será que você não tem importância para alguém?
Você é o tudo e o nada
Um universo de mistério
E um movimento a se realizar
Você está tão longe
Não pode ser alcançado
A vida corre em suas mãos
E da morte uma traição
A neve está vermelha
E os espíritos sobem gelados
Calor nos céus
E as navalhas caem sobre você
Como água virando vapor
Há um ponto de fuga
No fim do túnel, a luz
No fim do dia, um sol
No fim da vida, você.
Lembrança
Lágrimas para caírem junto a chuva lá fora
Lágrimas para brindar a vitória, a derrota
Lagrimas para lavar o rosto de quem chora
Lágrimas para lembrar de quem já foi embora
Lágrimas para brindar a vitória, a derrota
Lagrimas para lavar o rosto de quem chora
Lágrimas para lembrar de quem já foi embora
Enterrando a eternidade
Em busca de um lugar
Entre uma nuvem e um amigo
Essa é a hora
A hora em que se diz adeus
Não volte agora e
Enterre meus ossos com os seus
Não é o reflexo de um corpo
Que te faz pensar na morte
Um horizonte negro
Sem os limites do tempo
Na vida nada tem final
Apenas mais um começo
Essa é a hora
A hora em que se diz adeus
Não volte agora e
Enterre meus ossos com os seus
Entre uma nuvem e um amigo
Essa é a hora
A hora em que se diz adeus
Não volte agora e
Enterre meus ossos com os seus
Não é o reflexo de um corpo
Que te faz pensar na morte
Um horizonte negro
Sem os limites do tempo
Na vida nada tem final
Apenas mais um começo
Essa é a hora
A hora em que se diz adeus
Não volte agora e
Enterre meus ossos com os seus
Deja-vu
As escolhas são inevitáveis quando se deparam
Diante do anjo caído que circunda a esmo
Mostra-se o corpo às almas que penaram
No céu em chamas do rodeio de enfermos
Essa estranha ida e vinda entre entranhas
Perturbando o sono de quem zela por ti
Incógnitas que fazem da vida uma ciranda
No relento se fundem cinzas à mim
Poder esperar pela chance única
Reencarnar para terminar de jogar o jogo
Viver novamente sem a morte súbita
Ser mais humano e errar tudo de novo
Isso parece já ter acontecido
O que era tão raro agora é comum
Para o mesmo velho corpo
Experiencia é deja-vu
Diante do anjo caído que circunda a esmo
Mostra-se o corpo às almas que penaram
No céu em chamas do rodeio de enfermos
Essa estranha ida e vinda entre entranhas
Perturbando o sono de quem zela por ti
Incógnitas que fazem da vida uma ciranda
No relento se fundem cinzas à mim
Poder esperar pela chance única
Reencarnar para terminar de jogar o jogo
Viver novamente sem a morte súbita
Ser mais humano e errar tudo de novo
Isso parece já ter acontecido
O que era tão raro agora é comum
Para o mesmo velho corpo
Experiencia é deja-vu
Casamento Químico
Poderes da visão na escuridão
Agora é o sonhar da vez
Vida e imaginario nas mãos
Sem a percepção do que se fez
Dividindo a mente em sangue
O pecador e o santo dos céus
Sussurros ao vento
E o olhar desmascara a alma
Todas as coisas estao indo
E voltando para muito mais
Os olhos se confundem
Quando alguem esta nos deixando
Não feche o corpo
O brilho que está dentro
Acalma a espera da partida
O útero morre algum dia
Deixe chover, deixe lavar
Sua alma em pecados
Alvejada pela lágrimaSofrida do perdão
Ele nunca mentirá pra você
Se deixar penetrar no pensar
Descoberto o triste sorriso
Pelas chamas do sol traído
E o céu azul paira no ar
E apenas mais um cenário
Não pergunte o que não sei
O silencio há de me matar
Abandonem suas vidas vazias
O dia do casamento quimico
Deitando em meias verdades
Em busca da eternidade
Agora é o sonhar da vez
Vida e imaginario nas mãos
Sem a percepção do que se fez
Dividindo a mente em sangue
O pecador e o santo dos céus
Sussurros ao vento
E o olhar desmascara a alma
Todas as coisas estao indo
E voltando para muito mais
Os olhos se confundem
Quando alguem esta nos deixando
Não feche o corpo
O brilho que está dentro
Acalma a espera da partida
O útero morre algum dia
Deixe chover, deixe lavar
Sua alma em pecados
Alvejada pela lágrimaSofrida do perdão
Ele nunca mentirá pra você
Se deixar penetrar no pensar
Descoberto o triste sorriso
Pelas chamas do sol traído
E o céu azul paira no ar
E apenas mais um cenário
Não pergunte o que não sei
O silencio há de me matar
Abandonem suas vidas vazias
O dia do casamento quimico
Deitando em meias verdades
Em busca da eternidade
Em qual lugar
Como voce pode partir?
Como foi sem esperar?
Por que deixou-me assim?
Que não posso chorar
O que há em você?
Deixando vidas a mercê
No vento à toa, ao léu
Não volte ontem, nem amanha
Os segredos permanecem
A descoberta há de vir
De acordo ao que envelhece
Quem sabe quando, reencontro?
Ou verdadeira despedida?
Nem se diabo nem se anjo
Nada se sabe em vida
Voce nao foi, diga
Grite a mim que está
Que nunca foi e que nunca voltará
Como foi sem esperar?
Por que deixou-me assim?
Que não posso chorar
O que há em você?
Deixando vidas a mercê
No vento à toa, ao léu
Não volte ontem, nem amanha
Os segredos permanecem
A descoberta há de vir
De acordo ao que envelhece
Quem sabe quando, reencontro?
Ou verdadeira despedida?
Nem se diabo nem se anjo
Nada se sabe em vida
Voce nao foi, diga
Grite a mim que está
Que nunca foi e que nunca voltará
Dia de Outono
Cada dia que passa, as horas se tornam mais curtas... O sol não pode parar de aquecer-me nas tardes de outono que se vão. O vento frio, a janela aberta, o cinzeiro em cima da paralela. Algumas verdades no papéis alvos, que lá fora voam baixinho junto as folhas que caem do céu, e mesmo que pelo seu simples destino de uma simples e só folha, tudo se vai, assim como um pouco da solidão que presenciava a cena. Estava tudo aí... Rasgando as noites, o silêncio. Restrito, permitia que poucos olhassem-lhe nos olhos, de maneira que alguns suspiros fossem ouvidos... por debaixo da aba do seu chapéu. Pausa para o café, algumas nuvens se vão no céu azul, mas ao mesmo tempo algumas vêm trazendo o doce algodão, apenas o suficiente, porque já bastam as besteiras da vida. O vidro embaçado, algumas letras com alguma conotação diferente do dia. Daquele até ao próximo segundo... Últimas notícias e hora certa... ...E os olhos se mantêm intactos. Ninguém sabe o que é, pois lugar assim nunca existiu. Todos iguais mas nenhum igual ao outro. Tão desiguais para a última esquina e verão, primavera, inverno e mais um pouquinho deste outono aonde os passarinhos cantam bom dia. O pão quentinho com manteiga e um sorriso. E assim como os papéis e as folhas, mais um dia jogado ali... ao chão vai caindo a noite.
Sunday, December 24, 2006
Guarda-roupa do céu
"Ando com a mente tao dispersa que chega a ser impossivel saber quem eu sou ou que estou sendo, que personagem do dia estou vestindo, qual de minhas versoes estou adaptando à minha vida. Fica dificil saber por onde tenho andado, por onde ja passei, ou por onde nunca vou passar. O tempo tem passado depressa, tenho saudade dos lugares que nunca passei quando eu subi naquela gangorra. E depois que eu subi eu nao parei mais... minha cabeça ja estava no céu, foi quando encontrei mais uma de minhas versoes que estava perdida dentro daquele guarda roupa. E entao as portas se abriram para quem estava afim de ver mais de perto o que nao me tirou da gangorra, foi um de meus caminhos pelo qual eu não segui. o caminho estava coberto de pó, mas mais parecia neve do que qualquer outra coisa e me derreti em mim mesmo e me fundi ao chão do caminho que tenho pisado com aquelas velhas e imundas botas. Isso tudo faz crer que, cada vez mais, ando distante da ausencia de mim mesmo. "
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