Sunday, December 24, 2006
Guarda-roupa do céu
"Ando com a mente tao dispersa que chega a ser impossivel saber quem eu sou ou que estou sendo, que personagem do dia estou vestindo, qual de minhas versoes estou adaptando à minha vida. Fica dificil saber por onde tenho andado, por onde ja passei, ou por onde nunca vou passar. O tempo tem passado depressa, tenho saudade dos lugares que nunca passei quando eu subi naquela gangorra. E depois que eu subi eu nao parei mais... minha cabeça ja estava no céu, foi quando encontrei mais uma de minhas versoes que estava perdida dentro daquele guarda roupa. E entao as portas se abriram para quem estava afim de ver mais de perto o que nao me tirou da gangorra, foi um de meus caminhos pelo qual eu não segui. o caminho estava coberto de pó, mas mais parecia neve do que qualquer outra coisa e me derreti em mim mesmo e me fundi ao chão do caminho que tenho pisado com aquelas velhas e imundas botas. Isso tudo faz crer que, cada vez mais, ando distante da ausencia de mim mesmo. "
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