Saturday, February 03, 2007

Dia de Outono

Cada dia que passa, as horas se tornam mais curtas... O sol não pode parar de aquecer-me nas tardes de outono que se vão. O vento frio, a janela aberta, o cinzeiro em cima da paralela. Algumas verdades no papéis alvos, que lá fora voam baixinho junto as folhas que caem do céu, e mesmo que pelo seu simples destino de uma simples e só folha, tudo se vai, assim como um pouco da solidão que presenciava a cena. Estava tudo aí... Rasgando as noites, o silêncio. Restrito, permitia que poucos olhassem-lhe nos olhos, de maneira que alguns suspiros fossem ouvidos... por debaixo da aba do seu chapéu. Pausa para o café, algumas nuvens se vão no céu azul, mas ao mesmo tempo algumas vêm trazendo o doce algodão, apenas o suficiente, porque já bastam as besteiras da vida. O vidro embaçado, algumas letras com alguma conotação diferente do dia. Daquele até ao próximo segundo... Últimas notícias e hora certa... ...E os olhos se mantêm intactos. Ninguém sabe o que é, pois lugar assim nunca existiu. Todos iguais mas nenhum igual ao outro. Tão desiguais para a última esquina e verão, primavera, inverno e mais um pouquinho deste outono aonde os passarinhos cantam bom dia. O pão quentinho com manteiga e um sorriso. E assim como os papéis e as folhas, mais um dia jogado ali... ao chão vai caindo a noite.

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